quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Próximo destino, Saudade
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Dizem por ai...

Só espero não ter mais pesadelos como tive quando criança, rs!
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Terceiro dia
Looks que eram contínuos, às vezes até parecidos (leia-se quase idênticos), mas sem deixar de lado o glamour. A Iodice apostou em miçangas e comprimentos curtos, sempre sobrepostos por leggings emborrachadas. A fauna e a flora amazônica estavam presentes não como inspiração, mas como pequenos detalhes.
E quando se fala em detalhes, o nome que vem a cabeça é o de Ronaldo Fraga, sempre um show a parte o desfile chega arrepiar, onde moda não é só tendência, é fantasia, é imaginação, é viajar sem sair do lugar. Homenageando a bailarina Pina Bausch (falecida ano passado), ele nos deu a alegria e emoção de mais um show, onde modelos desfilavam com cabelos sobre o rosto e mascaras nas costas. E se me perguntarem dá pra usar? Digo com toda certeza que não há nada que possa ser descartado, as saias de babado, os casacos com ombreiras, a silhueta oversize, estão todos ali, a diferença é que são mostrados como poesia.
Depois de tanta emoção e euforia ia ser difícil que Simone Nunes superasse o que já havia se visto; o desfile com peças clássicas, canutilhos, bordados, transparências, tudo aquilo que já se viu nos três dias de evento em peças femininas e sempre marcadas na cintura.
Continuando na emoção que está a flor da pele é Fábia Bercsek, que no final do seu desfile como desabafo ou não atirou o que parecia uma chave, como se estivesse livrando de algo, pode ser a crise dos 30, em que a estilista está se restabelecendo (após ter fechado sua loja). Toda essa confusão infelizmente apareceu no desfile que estava fragmentado e sem o que ela faz de melhor, o estilo rock roll. Um começo confuso, mas um final digno com vestidos de lã e franjas de metal, em um momento filosófico onde ela mesmo diz procurar o sentido da vida e da moda.
Agora esquecendo de roupa e indo para as celebridades, seria destino, praga ou algo do tipo, porque ultimamente onde se tem Jesus Luz, se esquece do principal a moda, e a Ellus pecou nisso, um desfile fraco e sem grandes apresentações. Looks demasiadamente comerciais
E pra terminar falando de roupa e moda efetiva, o desfile da Triton veio cheio de rebeldia e sem rock roll; os looks mais lembravam aqueles dos clubbers dos anos 1990, com muito lamê e tule, mais cibernético impossível.
Já no segundo dia...

- Em uma manhã ensolarada do SESC Pompéia, a Maria Bonita apresentou uma silhueta oversize; macacões, blazers, calças e vestidos em um patchwork inspirados na arquitetura da modernista Lina Bo Bardi. A cartela foi bem fiel às obras, com a predominância em cinza e pinceladas de azul, verde e vermelho, tudo ultra mega confortável, bem com a cara da marca.
- Dois lados de um mesmo estilista, Reinaldo Lourenço passeia entre os cocktail dresses e os uniformes militares. Bolsos utilitários eram combinados com rendas, bordados e broches, tudo muito comercial e fácil de ser visto por ai.
- Outro equilíbrio foi no desfile da Maria Garcia, que manteve a harmonia entre o street wear e o chique com uma cartela de cores incrível, os shapes eram predominantemente curtos e largos, com muito lamê, cetim e renda com pequenas pitadas de paetês.
- Com uma alfaiataria sempre bem feita, a ansiedade foi muita para o desfile do Alexandre Herchcovitch, que na temporada passada apresentou peças incríveis, e como bom profissional que é, não decepcionou. Mantendo as origens de um estilo punk rock, o folk foi a escolha da vez, tudo com muita tacha e mais um pouco de paetês para o inverno.
- Mantendo a classe, a Cori investiu nas peças que já são a cara da marca. Peças bem recortadas e montadas, com um ar sério e refinado de uma silhueta sessentista. Com casacos largos, cinturas e ombros definidos, Andrea Ribeiro e Gisele Nasser, que comandam a duas coleções, não deixam que a marca perca seu DNA.
- Um pouco de fetiche e sexy; Eduardo Pombal, em sua coleção de transição para Fórum Tufi Duek, mostrou que quando o assunto é DNA ele também entende. O desfile foi calmo do começo ao fim, sem nada de muito novo, mas muito bonito no contexto geral.
- Encerrando o segundo dia, o incrível e fantasioso desfile de Samuel Cirnansck, onde móveis serviram de inspiração explícita. Estofados, abajures, mesas e almofadas em aspectos da realeza, mostraram o talento da alta costura brasileira.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Um pouco do primeiro dia

Iniciando o primeiro dia Igor Cavalera apresentou o seu inverno 2010 com o tema “Sexo, Moda e Rock’n Roll”, na Galeria do Rock no centro de São Paulo. Com um ar fetichista em corseletes mostrou uma mulher sensual e feminina. Para os meninos a marca apostou na alfaiataria que muitas vezes se misturava a malhas e moletons. A cartela permaneceu neutra e preta dando pequenos toques de cores em cinza e dourado, tudo no maior estilo rock roll em um “show desfile” que a marca está acostumada a fazer.
Sem moletons confortáveis Oskar Metsavaht estilista da Osklen apostou em tecidos tecnológicos e peças estruturadas, os ombros marcados aparecem em uma silhueta quase sem movimento. Tricôs e transparências também dão as caras (esses que estão presentes desde o Fashion Rio). A aula a parte de modelagem fica por conta do vestido-mochila, moda conceitual que só será comercial para os mais fashionistas.
Arquitetura com movimento, resumiria o desfile de Priscilla Darolt, muita moulage e modelagem bem trabalhada também abriam espaço para tecidos fluidos e leves. Um inverno de comprimentos curtos e decotados. A primeira parte veio em couros e camurças dando sequencia a cetins, um mix que deu certo na apresentação.
A passarela mais longa até agora foi montada nos corredores da Bienal, Fause Haten apresentou uma coleção sem divulgação de tema de inspiração, mas com espirito hollywoodiano no ar. As peças usadas separadamente são um sucesso a parte, mas deixam o conjunto total confuso. Muita referência de tecidos, cores e texturas em sobreposições exageradas.
Moda masculina é sinônimo de Mario Queiroz, como um dos poucos estilistas especializados nessa área ele faz por merecer o status que tem; geometrias, gráficos, xadrez, para os mais estilosos e clássicos da alfaiataria para aqueles que querem se vestir bem sem deixar de ser básico.
Bem menos sexy, foi assim o retorno da Rosa Chá ao line up do SPFW, por comando do Herchcovitch, uma coleção evolução da apresentada em setembro em NY, com comprimentos e modelagens maiores, investido em rendas, bordados, transparências e até paetês, ele trouxe o universo da lingerie para o beachwear, uma visão bem diferente de Amir Slama na nova era Rosa Chá.
O ultimo desfile do primeiro dia da semana de moda paulistana foi o da Colcci, com menos holofotes sem a presença da top Gisele, se preocuparam muito com style e apresentaram uma coleção com a cara da marca sem perder o estilo. O tricô foi o ponto forte da passarela, já os comprimentos por sua vez passeavam entre longos e curtos com transparências ou não, falta saber se essas peças estarão nas vitrines ou só serão mais uma vez um show a parte.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Eita final de semana agitado
Vamos desde o começo, sábado de manha fui a TM Fashion, uma feira de calçados, bolsas e acessórios, conheci alguns criadores ótimos, que tem tudo para o sucesso, mas até ai normal o que mudou um pouco minha visão do mundo ou me fez recordar porque escolhi Moda como vida foi à noite, em um evento onde as pessoas te analisam pela roupa que vai, de um modo pejorativo e preconceituoso, lembrei que quando entrei na faculdade queria quebrar barreiras e pular alguns obstáculos de uma sociedade que ainda preza alguns costumes ultrapassados (momento desabafo 1).
Hoje começou o SPFW e eu estava lá, no meio de profissionais que admiro e de pessoas que acreditam que “carão” é o segredo do sucesso, vivem de status e a custa de outros com talento e que por final prostituem minha profissão, fazendo com que a maioria das acreditem que moda é glamour e consumismo combinando com o bom e velho carão (momento desabafo 2).
Coincidentemente a Thais Losso postou em seu blog sobre o mercado de moda atual que vai desde a tiazinha da renda do norte até estilistas consagrandos, sem deixar de mencionar as confeccçoes do Brás e as sacoleiras de todo país que alimentam tuas cidades de tendências.
Vale a pena dar uma lida e dar mais conteúdo ao seu “carão”.
http://thaislosso.com.br/blog/2010/01/06/a-mercado-de-moda-brasileiro/
Amanha eu posto sobre o primeiro dia de SPFW e minhas considerações sobre os desfiles.
Beijos
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Um pouco de explicação, crítica e pouca surpresa

Mas as semanas de moda estão ai e não poderia deixar de comentar. O Fashion Rio foi um mar de surpresas não tão boas, bons estilistas com trabalhos fracos. Um Fashion Business muito criticado, com estrutura fraca que sofreu muito com esse “Rio 40 Graus”.
Nos desfiles poucas tendências exploradas, ou melhor nenhuma tendência nova apresentada, só aquelas que já estamos acostumados a ver Neo Punk de taxas e couro, ombros estruturados, Lady Noir, comprimentos mini e preto muito preto são as mais marcantes.
No desfile da Cantão talvez propositalmente talvez não, uma das modelos desfilou com o seios a mostra, e provavelmente seja isso o que mais chamou atenção em toda a coleção. Os shapes aparecem na maioria das vezes largos, com cinturas marcadas e muito comprimento curto para a próxima estação em um mix de referencias étnicas extraídas da ultima viagem da estilista Yamê Reis a Istambul.
Uma surpresa boa foi à estréia de Lucas Nascimento no Fashion Rio, o queridíssimo tricoteiro de grandes grifes, mostrou sua coleção própria com direito a modelagens justas e fios texturizados em uma onda neocinquentista com uma pega underground com as taxas nos mamilos, coisa de moda conceito que só funciona e como funciona em passarela.
A TNG pós era Regina Guerreiro continuou apostando em famosidades globais em seus desfiles, que já foi uma jogada de marketing para disfarçar as roupas se tornaram apenas um bureaux de tendências. Hoje sob os olhos, lápis, e croquis do artista plástico Mauricio Ianês a TNG já surgi com uma cara nova, ora saudosista grunge ora lady noir. Agora só esperamos essa mudança no visual merchandising da marca, que já deixa a desejar a algum tempo.
A Ausländer com mensagens não tão condizentes com o conceito do desfile como “Porn is the new Black”, confeccionou peças que todos que tem um pezinho no dark vão amar, faltando só um pouco mais de fetichismo. No casting Rodrigo Santoro desfilou com uma camiseta mais merchan que moda “There is not life without my Blackberry – Não há vida sem meu Blackberry”, só faltou a trilha sonora ser “ hello moto”.







